Quando foi a última vez que uma música chegou até você sem que nenhum algoritmo a tivesse escolhido? A dissertação parte daí para ler o que o Spotify diz sobre si mesmo. O objeto não é o algoritmo como infraestrutura. É o discurso que a plataforma produz sobre ele, com suas metáforas, seus números redondos e seus silêncios.
Como o Spotify constrói, técnica e discursivamente, a equivalência entre personalização e descoberta musical, e quais condições isso estabelece para a escuta?
O resultado aponta para uma governamentalidade algorítmica. O sistema captura vestígios do comportamento antes que eles formem um perfil e os devolve ao ouvinte como se fossem identidade. A plataforma se apresenta como um amigo que conhece você. A mediação editorial migra para uma infraestrutura que se diz neutra.
- orientação
- Prof. Dr. Henrique Zoqui Martins Parra
- bolsa
- CAPES, Código de Financiamento 001
- programa
- Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - PPGCS - Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da UNIFESP, Guarulhos